Segunda-feira, Setembro 30, 2002
Loud!





fotos em:

http://www.fredleal.com/album/netunos-loud/

e, melhores fotos, sem flash, em:

http://www.fredleal.com/album/netunos-loud-2

em breve vou ver com o matias, que filmou o show em digital, se rola de colocar alguns clipes de vídeo no site.

valeu pela presença de todos vcs! foi memorável. :-]

abs

jpvmc


Sábado, Setembro 28, 2002

Aloha!

É hoje! Contamos com a presença de todos mais tarde na LOUD! pra ajudarem a fazer conosco um tremendo show...
Boas vibrações pra todos nós! Até daqui a pouco :)
abraços,
CA//

Fala Galera!!!
Terça-feira passada rolou a nossa participação no programa MPBeleza da rádio Viva Rio, e foi muito maneira. Dessa vez o estúdio era maior e tinha uma estrutura ainda melhor do que da última vez. Tocamos várias músicas, entre elas a mais nova "Nosso Dia", e ainda rolou sorteio de uma de nossas camisas (em breve todo o programa estará disponível no site da rádio, o endereço é esse aí de baixo).
Também quero aproveitar para agradecer a todos da Rádio, em especial a galera do programa MPBleza, assim como todos que participaram do programa, através de e-mails ou do telefone.
Num futuro próximo haverá fotos desse momento aqui no Blog, aguardem.
Abraços...
Tito.

Terça-feira, Setembro 24, 2002
NETUNOS NA RÁDIO HOJE

Lembrando todos vocês da nossa participação no programa MPBeleza, da Rádio Viva Rio (AM 1180 - audível também na internet, no endereço http://www.radiovivario.com.br)

14 horas, confiram. Música, entrevista, versões acústicas ao vivo. Não percam.

Sexta-feira, Setembro 20, 2002
aeee

em primeira mão, aí vão fotos exclusivas da minha guitarra nova, pronta para a ação, antes de uma tórrida noite de amor.

vou estreiar a menina na loud, coisa de luoco.



e à meia-luz, num ambiente mais sensual:


Quinta-feira, Setembro 19, 2002
Em nome da banda eu quero deseejar feliz aniversário pro nosso roadie e amigo DUDU que agora é de maior e já pode encher o rabo de cachaça e cobrar aquela dívida daquela atriz global, né Dudu?

Abraços aí, rapá!

Em nome da galera,

Cid.


Sexta-feira, Setembro 13, 2002

Opa!

Ontem rolou o primeiro ensaio para o show da LOUD!, dia 28...
E o que tenho a comentar é que o público pode aguardar boas surpresas, com mexidas de arranjo numa música ou noutra. Quem acompanha a gente sabe que a banda gosta de fazer dessas - principalmente em apresentações legais como promete a do Cine Íris.
Ah! outra boa: confirmamos nossa nova participação no programa MPBeleza, da Rádio Viva Rio, que agora está no dial AM 1180, além de audível também na internet, no endereço http://www.radiovivario.com.br. Detalhes em breve na seção NOVIDADES daqui de nossa homepage. Não deixe de conferir!

abraços,
CA//




Sexta-feira, Setembro 06, 2002
Aloha!

Ah, um aviso pros fãs: teremos música nova, nunca dantes tocada, no show do festival London Burning Gosta de Crianças.
O nome é "Nosso Dia"...

abraços,
CA//

Domingo, Setembro 01, 2002
Caros,

Como alguns de vocês já devem saber, o Netunos NÃO tocou no Green Rock Festival ontem. Nem nós, nem várias outras bandas. O porquê, perguntado por tanta gente, eu explico agora. Vai tomar uns bons 10 minutos da atenção de quem quiser saber o que de fato aconteceu, numa leitura que não pode ser chamada de agradável; porém, só assim a resposta de "Como foi o Green Rock pra vocês ?" será dada de forma completa por mim.

Tudo começou anteontem, sexta-feira, às 8h30 da manhã, quando várias bandas saíram do MAM (Museu de Arte Moderna) do RJ em dois ônibus, rumo a cidade de Leopoldina, onde ficaríamos hospedamos. Viagem boa, com chegada por volta das 13h. Deixamos as coisas no hotel, fomos comer (o restaurante era bem perto do hotel) e voltamos pra descansar um pouco antes de irmos em definitivo pra fazenda que abriga o festival - aí, cabe explicar: a fazenda fica em Palma, cidade que fica a uns 45 minutos de carro de Leopoldina. Os ônibus com destino ao local do Green Rock sairiam às 16 horas, e o show do Netunos no palco 3 estava previsto para as 19 horas.

Às 15h30, com todos já devidamente arrumados e prontos pra partir, o primeiro comunicado da produção do festival: haveria um pequeno atraso na partida dos ônibus, que agora sairiam às 18h. Ao saber disso, imaginamos que as bandas locais fariam os shows de abertura no palco 3, pra não atrasar o cronograma, já que os conjuntos visitantes ainda não haviam chegado; e que o que deveria acontecer era chegarmos lá e tocarmos imediatamente, dentro do horário previsto na programação. Fomos tomar uma cerveja num bar em frente ao hotel e jogar conversa fora com colegas de outras bandas pra passar o tempo até a hora da viagem. Porém, duas horas depois, um novo comunicado: a partida dos ônibus sofreria um novo atraso, passando para as 20h. Ao ouvirmos isto, nos conformamos definitivamente com o atraso do nosso show; porém, mal desconfiávamos do que viria pela frente.

Os ônibus acabaram deixando Leopoldina às 20h30. Somados tempo de viagem, de desembarque de equipamentos, de credenciamento etc., chegamos à fazenda uma hora depois. Ao entrarmos lá, os palcos 1 e 2, localizados um bem ao lado do outro, estavam "parados", e uma banda estava se apresentando no palco 3 - situado sob uma lona de circo e distante uns 300 metros dos outros dois. Fomos pra lá, deixamos nossos instrumentos numa pequena sala construída ao lado dele, e procuramos alguém da produção pra tratar do horário do show e do lanche que ganharíamos. Eu, Tito, Cid e nosso roadie Dudu fomos à casinha que servia de quartel-general do evento, e lá pegamos os tíquetes que nos davam direito aos lanches. Segundo a produção, tíquetes "a serem trocados no quiosque de crepes, perto do palco 3" - informação essa passada por uma moça que parecia não ter a menor certeza daquilo que nos dizia. Essa impressão se confirmou quando achamos o tal quiosque, e os funcionários dele NÃO aceitaram o tíquete. Nem eles, nem os de NENHUM outro quiosque armado no local. Acabamos tendo que tentar achar algo pra comer nos bastidores do palco 2, no que felizmente fomos bem-sucedidos.

Saindo de lá, encontramos o JP, que me informa que, antes de nós, outras duas bandas tocariam no palco 3, pra depois chegar a vez de nossa apresentação, e que a produção havia garantido que não rolariam shows simultaneamente. O relógio já marcava 22h e alguma coisa; e, logo após ele ter me dito isso, começa o show da Nação Zumbi no palco 1; logo depois, show do Leela no palco 2, seguido pelo IRA! no palco 1, e pela Bia Grabois no palco 2. Quando o Tianastácia, última atração da noite no palco 1 começou a sua apresentação, já eram pouco mais de 2h30 da manhã. Demos um pulo até o palco 3, que estava ABANDONADO, sem qualquer produtor responsável para passar às bandas que lá tocariam o roteiro dos shows e os novos horários de apresentação dos grupos.

Depois de muito procurar, achamos um produtor. Ele nos explicou que o atraso de 4 horas no ínicio do evento foi causado por dois transformadores queimados - mais tarde chegaria até nós uma nova versão para este atraso, a de que a rádio que patrocina o Green Rock foi a verdadeira responsável pelo tal atraso. Numa tentativa de nos consolar, desanimados e visivelmente cansados da já longa espera, ele nos disse que, após a apresentação do Tianastácia, os shows do palco 3 seriam retomados juntamente com os do palco 2 - isso mesmo, a tal história de que não ocorreriam dois shows em palcos diferentes ao mesmo tempo não aconteceriam caía por terra, sob a garantia que uma torre de som do palco 2 seria desligada pra evitar que os sons dos dois palcos se misturassem -, e o nosso seria o segundo do nosso respectivo palco.

Pois bem, o Tianastácia acabou sua apresentação - no que já eram umas quase 4 horas da manhã - e entrou em cena a banda que nos antecedia no palco 3, a Pantera Cor de Rock. Da platéia, o som da banda se misturava ao da Corpo Delito, a banda que havia entrado simultaneamente a eles no palco 2, numa terrível confusão sonora. E, pra piorar, desrespeitando completamente o acerto com os grupos que se apresentariam no palco de que cada um faria no máximo 30 minutos de show, a Pantera Cor de Rock tocou cerca de 50 minutos. Lá pelo tempo que acreditávamos que a apresentação deles se encerraria, fomos a tal sala pegar nossos instrumentos. Foi quando ocorreu o seguinte diálogo:

- Ei, vocês são de que banda ?

- Netunos...por que ?

- Vocês vão tocar agora ?

- Sim, o produtor nos informou que seremos a próxima.

- Bem...eu sou da banda Eminência, e o produtor nos informou que nós seremos a próxima também.

Já eram umas 4h e pouca. Cansados - havíamos acordado às 6h da manhã para viajar - desestimulados, chateados com um atraso que já contabilizava 9 HORAS, e ainda sem encontrar um produtor nas imediações do palco 3, nos juntamos com os integrantes de outra banda que tocaria no palco 3, a brasiliense Bois de Gerião (os caras haviam feito de ônibus e pago dos próprios bolsos o percurso Brasília-Rio no dia anterior pra viajar com a gente pra Leopoldina) e fomos tomar satisfações com a organização do festival, nos bastidores dos palcos 1 e 2.

Chegando lá, nos deparamos com a seguinte cena: vários integrantes das bandas A Bruxa, Baseado em Blues e Totonho & Os Cabra conversando com um cara num tom de total indignação. O tal cara, descobrimos, era ninguém menos do que Marcos Petrillo, O organizador do Green Rock. Os motivos do tal inconformismo eram os mesmos que os da gente e os da Bois de Gerião: o atraso violento, a desorganização, o despreparo da produção como um todo. Claramente assustado e meio sem saber o que fazer com tantos problemas com tantas bandas ao mesmo tempo, o organizador dizia que "o atraso foi imponderável e que todas as bandas iriam tocar, sim". Só que já eram mais de 4h30 da manhã, e todos estavam fartos de tanta espera, atraso e descaso, esgotados fisica e mentalmente. Era claro que não havia mais clima pra qualquer show - até porque o público cada vez mais se esvaziava. Ao pedir desculpas ao grupo que estava ali expressando sua indignação, o organizador ouviu de um músico a melhor das réplicas para aquele momento:

- Se você quiser se desculpar de forma sincera, chama o ônibus pra gente ir embora daqui.

E assim foi. Ele atendeu ao pedido e, pouco mais das 5h da manhã, um ônibus e duas vans nos levaram de volta ao hotel. Chegamos às 6h e, cinco horas depois, lá estávamos na porta do hotel, ainda cansados e aborrecidos, para retornar ao Rio de Janeiro e dar fim a uma viagem frustrante de um festival que começa, e começa muito mal.

Eu entendo que era a primeira noite da primeira edição do Green Rock; mas também creio que isso era apenas mais um motivo pra que a organização se esmerasse em prevenir e preparar soluções alternativas pros imprevistos e percalços que pudessem ameaçar o bom andamento do festival. Pois bem, eles ocorreram, e acabaram tornando este primeiro dia em caótico pra muitos de nós que participamos - ou iriam participar - dele. Fomos vítimas e testemunhas de um tremendo despreparo de uma equipe incompetente. Triste demais.

Este aqui é apenas um pequeno desabafo meu - sim, pequeno, pois poderia escrever muito mais sobre tudo. Provavelmente Tito, JP e Cid vão querer relatar algo sobre o ocorrido aqui no nosso blog também. Nos próximos dias, enviaremos por e-mail - pra imprensa, inclusive - e colocar aqui no nosso site uma nota oficial da banda sobre os acontecimentos no Green Rock Festival. É necessário dar uma satisfação àqueles que estiveram lá pra nos ver e que terminaram como nós: frustrados. Foi uma noite vergonhosa e que só ainda não varremos da memória porque, além da necessidade de prestar esclarecimentos, é preciso que se divulgue, pra servir de exemplo e alerta a bandas, produtores, imprensa e público. Definitivamente, o Green Rock é um exemplo de como um festival que tem tudo pra dar certo e se estabelecer no calendário do rock nacional pode começar a sua história da pior maneira possível.

abraços,

Carlos Alexandre//

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